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Entrevista exclusiva: Susan Casey

24 de Agosto de 2011
Depois de Os Dentes do Diabo, você escreveu outro livro que fala sobre forças da natureza e pessoas que fazem coisas extremamente perigosas para saber mais sobre elas. Estar com os tubarões-brancos fez você conhecer um novo lado seu?
Não. Desde que me lembro sempre fui atraída por coisas bonitas e perigosas. O oceano é a minha paixão, minha musa e minha igreja, e é aí onde acho as histórias que mais me cativam. 

Como foi a pesquisa para o livro? Quando tempo você permaneceu no arquipélago?
Os dois livros (Os Dentes do Diabo e A onda) levaram cinco anos do início ao fim. Para A onda, me mudei para a costa norte de Maui, então pude ficar perto dos personagens e das ondas. E, apesar de eu viver a maior parte do tempo em Nova York, ainda considero Maui a minha casa. 

Ao fim de A onda você disse que finalmente havia entendido porque as pessoas surfam ondas gigantes, por causa das emoções extremamente fortes. Você pode dizer o mesmo sobre Os Dentes do Diabo? Sentiu algo similar estando tão perto dos tubarões?
Sim, absolutamente. Os tubarões-brancos foram vistos como demônios em filmes e pela cultura popular, mas na realidade estão longe de serem assassinos estúpidos – eles são predadores complexos, antigos, magníficos e evoluídos. Eu voltei de meu período entre tubarões pensando que nós precisamos achar uma forma de conviver com o maior predador do planeta (e nós não estamos fazendo isso agora. No ritmo que estamos, vamos impá-los do planeta). Eu não quero viver em um mundo sem lindos monstros. 

Você conhece o Brasil?
Eu visitei o Brasil no ano passado (2010) e amei. Mas eu estava no interior, à oeste de Brasília, em uma cidade chamada Abadiania. Fui à Casa de Dom Ignácio para passar um tempo com João de Deus, e escrevi um texto para The Oprah Magazine, sobre o meu período lá. Foi transformador.
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