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Entrevista: Barbara Strauch

20 de Maio de 2011
A senhora já está na faixa etária que se convencionou chamar de meia-idade. Foi por sentir alguns efeitos do tempo ou por temê-los que resolveu estudar esse período?
Sim. Eu começava a notar que não podia mais me lembrar de filmes que tinha visto ou nomes de pessoas que eu conhecia, mas não via há algum tempo... E eu também achava que estava me distraindo mais facilmente... assim como esquecendo que eu tinha água fervendo no fogão se tivesse me entretendo com alguma outra atividade. Nós sempre podemos esquecer em todas as idades, mas me parecia algo diferente do que já havia experimentado previamente. 

Descobrir como funciona um cérebro de meia-idade pode fazer com que você consiga tirar melhor proveito dele?
Sim, acredito que se eles se preocuparem menos com os assuntos de menor importância, como esquecer pequenas coisas, e realizarem alguma coisa poderosa e de acordo o o que seus cérebros se tornaram, vão poder usar esses poderes de uma forma melhor.

Em seu livro, há comentários sobre os efeitos dos exercícios e alimentos no cérebro. Qual alimento destacaria como o que traz mais benefícios para um cérebro de meia-idade e qual aplica no seu dia a dia?
A melhor coisa de longe que sabemos até agora é o exercício, o cérebro necessita de oxigênio assim como o coração e ambos precisam ser mantidos de forma saudável e estimulados com um trabalho vigoroso. Sobre comida, o melhor é comer uma dieta boa e variada, para descartar riscos de obesidade e doenças como a diabete, o que pode ser devastador para o cérebro. 

A imagem que se tem é de que um cérebro de meia-idade está simplesmente em declínio. É possível o nascimento de novos neurônios nesse período da vida?
Novamente, a única forma de trabalhar que tem sido apresentada é o exercício aeróbico.
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