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Entrevista: Alexandre Cherman

29 de Janeiro de 2010
Por que optaram por fazer um livro sobre a força da gravidade?
Bom, a gravidade é uma das forças fundamentias do Universo, e isso por si só já é um bom motivo! Além disso, é a única força que ainda não foi unificada, ou seja, há algo de intrinsicamente diferente com ela... E, para terminar, de todas as forças fundamentais, ela é a que está mais próxima de nós, de nosso cotidiano.

Como foi o processo de pesquisa para a obra?
O livro se divide em duas partes muito distintas. A primeira parte, escrita pelo Bruno Mendonça e intitulada "Os fatos da gravidade", traz uma abordagem histórica. Imagino que isso deva ter dado um trabalhão para o Bruno! Mas essa é a especialidade dele, como os leitores logo perceberão... A segunda parte, que eu escrevi e que se chama "A gravidade dos fatos", fala da física propriamente dita e chama a atenção para as disparidades que a força da gravidade apresenta, em relação às demais. Neste tópica, o que eu fiz foi organizar anos e anos de estudos e pesquisas sobre o assunto, algo que eu venho fazendo desde os meus tempos de aluno de graduação.

Esse é o grande tema de pesquisa de vocês? A gravidade é o grande tema da pesquisa em física teórica de um modo geral. As três maiores perguntas da atualidade estão, de um modo ou de outro, ligadas a ela. (1) Existem outras dimensões? (2) Como explicar a expansão acelerada do Universo? e (3) As forças fundamentais podem ser unificadas? Deste modo, quem quer que mexa com física e astronomia, seja na pesquisa, na educação ou na difusão, deve se preocupar com os problemas da gravidade.

Apesar do que pode acreditar um leigo no assunto, ainda há muito o que descobrir nessa área? Acredita que a obra possui informações surpreendentes, além de fazer um apanhado histórico, destacando os grandes pesquisadores do assunto?
Sem dúvida nenhuma. Não vou adiantar o final do livro, para não afugentar os leitores, mas o fato persiste: a gravidade é um dos tópicos mais interessantes (e mais desconhecidos) da atualidade. E em nosso livro nós tentamos fazer justamente isso: prestar homenagem ao que já foi feito, e a quem o fez, mas mostrar como as perguntas são tão mais numerosas do que as respostas. E, como em todos os ramos da ciência, as perguntas são, sem sombra de dúvidas, mais importantes do que as respostas!
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