Zahar

Cronologia títulos e autores publicados por Jorge Zahar

1957

Manual de sociologia, de Jay Rumney e Joseph Maier, marca o início da editora e também da coleção Biblioteca de Ciências Sociais.

1958

Otto Maria Carpeaux é o primeiro autor brasileiro publicado, com Uma nova história da música.

1959

Primeiras obras de nomes que permanecerão no catálogo: Paul Sweezy e Erich Fromm.

1960

Continua a publicação de autores-chave para a editora: John Kenneth Galbraith (Capitalismo); Fromm (O medo à liberdade); Paul Baran (A economia política do desenvolvimento); Arnold Toynbee (Helenismo); Bertrand Russell (ABC da relatividade); Sweezy e Huberman (Cuba: anatomia de uma revolução).

1961

Outros importantes nomes das ciências sociais reforçam o catálogo: V. Gordon Childe (O que aconteceu na história); Karl Mannheim (Diagnóstico de nosso tempo); Joseph A. Schumpeter (Imperialismo e classes sociais); C. Wright Mills (A verdade sobre Cuba); M. Rostovtzeff (História de Roma).

1962

História da riqueza do homem, de Leo Huberman, o grande bestseller da editora; Uma teoria científica da cultura, de Bronislaw Malinowski; além de importantes títulos de divulgação científica, como Um, dois, três... infinito, de George Gamow, e A evolução da física, de Albert Einstein e Leopold Infeld.

1963

O eu dividido, de Ronald Laing; Introdução à filosofia da matemática, de Bertrand Russell; Mito e verdade da revolução brasileira, de Alberto Guerreiro Ramos; diversas biografias de personagens históricos como Marx, Napoleão, Maquiavel, Roosevelt e Lênin.

1964

Psicopatologia da vida cotidiana, de Sigmund Freud; As fontes do inconsciente, de Melanie Klein; início da coleção dedicada ao teatro, que ganhará peso nos anos seguintes; uma série de livros sobre as grandes religiões do mundo; primeiros títulos da área de direito.

1965

A ideologia alemã, de Karl Marx; A evolução do capitalismo, de Maurice Dobb; Psicologia e religião, de C.G. Jung; Sociologia e filosofia social de Marx, primeiro título de Tom Bottomore na editora; além de novos títulos de autores da casa, como Wright Mills e Fromm.

1966

Lançamento de obras de Jean-Paul Sartre (Esboço de uma teoria das emoções), W.R. Bion (Os elementos da psicanálise) e D.W. Winnicott (A criança e seu mundo); além de A necessidade da arte, de Ernst Fisher, e Capitalismo monopolista, de Baran e Sweezy; início da série Textos Básicos de Ciências Sociais (dirigida por Antonio Bertelli, Moacir Palmeira e Otávio G. Velho), com cerca de trinta volumes publicados.

1968

Obras de Herbert Marcuse (Eros e civilização; Ideologia da sociedade industrial); K. Mannheim (Ideologia e utopia); Florestan Fernandes (Sociedade de classes e subdesenvolvimento); Marshall McLuhan (Revolução na comunicação); Peter Drucker (O gerente eficaz); Herbert Read (Arte e alienação); Martin Esslin (O teatro do absurdo); Ernest Mandel (A formação do pensamento econômico); Luiz Carlos Bresser-Pereira (Desenvolvimento e crise no Brasil, 1930/1967); Roberto Cardoso de Oliveira (Urbanização e trabalhismo).

1969

Literatura e revolução, de Leon Trótski; A revolução sexual, de Wilhelm Reich; Novas tendências na psicologia, de Melanie Klein; Reflexões de um cineasta, de Sergei Eisenstein; O teatro engajado, de Eric Bentley; A ordem oculta da arte, de Anton Ehrenzweig; uma seleção de textos de G.W.F. Hegel; Problemas e perspectivas do socialismo, de Isaac Deutscher; A nova classe média (White Collar), de Wright Mills.

1970

A acumulação do capital, de Rosa Luxemburgo; Vida e obra de Sigmund Freud, de Ernest Jones; o primeiro livro de grande repercussão de Fernando Henrique Cardoso, Dependência e desenvolvimento na América Latina (com Enzo Faletto); dois títulos de Jean Piaget, os primeiros a serem publicados no país; Sociologia do direito, de F.A. de Miranda Rosa; Rebeldes primitivos, de Eric Hobsbawm; Xingu: os índios, seus mitos, de Orlando e Cláudio Villas Bôas (com ilustrações de Poty); Sociedades tribais, de Marshall Sahlins.

1971

Política e desenvolvimento em sociedades dependentes, de Fernando Henrique Cardoso; Infância normal e patológica, de Anna Freud; dois títulos de Maud Mannoni; um novo livro sobre música retomando o tema na editora, Introdução à música no século XX, organizado por Eric Salzman.

1972

500º título da Zahar Editores: O desafio à educação, de Sir George Pickering; O caso Dominique, de Françoise Dolto; Da substituição de importações ao capitalismo financeiro, primeiro livro de Maria da Conceição Tavares; Frentes de expansão e estrutura agrária, de Otávio G. Velho; Reflexos condicionados e inibições, de I. Pavlov.

1973

Término da sociedade entre os irmãos Zahar e início da associação da Zahar Editores com a editora Guanabara Koogan; publicação de Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina, de Florestan Fernandes; o primeiro livro de Gilberto Velho, A utopia urbana; o volume inicial da História da filosofia (em 8 vols.), de François Châtelet.

1974

Obras de Hélio Jaguaribe; G. Velho (Desvio e divergência); os sete volumes restantes da História da filosofia de Châtelet.

1975

Erving Goffman (Estigma); Edgar Morin (O enigma do homem); Anthony Giddens (A estrutura de classes); Florestan Fernandes (A revolução burguesa no Brasil); Raymond Aron (República imperial); Yvonne Maggie (Guerra de orixá).

1976

Thomas Szasz (A fabricação da loucura); Thomas Skidmore (Pensamento teórico em sociologia); Alain Touraine (Em defesa da sociologia); novos títulos de Bottomore e Piaget.

1977

A. Ehrenzweig (Psicanálise da percepção artística); Serge Leclaire (Mata-se uma criança); E.F. Schumacher (O negócio é ser pequeno [Smallis Beautiful]); Moustapha Safouan; Ludwig Binswanger; Gaston Bachelard; Zygmunt Bauman (Por uma sociologia crítica); além de títulos de Bertrand Russell e Andre Gunder Frank.

1978

Lícia Valladares (Passa-se uma casa); Arnold Toynbee (A humanidade e a mãe-terra); volumes iniciais da História das crenças e das ideias religiosas, de Mircea Eliade; E.E. Evans-Pritchard (Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande); Clifford Geertz (A interpretação da cultura); Philippe Ariès (História social da criança e da família); além de um título de Imre Lakatos organizado por Elie Zahar e John Worrall (A lógica do descobrimento matemático) e obras de Henri Bergson e Michel Maffesoli.

1979

Início dos Seminários de Jacques Lacan, com a publicação dos Livros 1 e 11; A história da arte, de E.H. Gombrich; Carnavais, malandros e heróis, de Roberto DaMatta; Cultura e razão prática, de Marshall Sahlins; A favor de Marx, de Louis Althusser (obra publicada pela editora em 1967, agora com novo título), e também do autor o volume 1 de Ler O capital.

1980

1000º título da editora: História da análise sociológica, de T. Bottomore; Ler O capital (vol.2), de Althusser; O riso, de Henri Bergson.

1981

Obras de István Mészáros; Joan Robinson; T. Bottomore; Gilberto Velho; Noam Chomsky; E.H. Carr (A Revolução Russa); Florestan Fernandes; Émile Durkheim (O suicídio); o volume inicial de Perspectivas Antropológicas da Mulher, com organização de Bruna Franchetto, Maria Luiza Heilborn e Maria Laura V.C. Cavalcanti.

1982

Jürgen Habermas (Conhecimento e interesse); Otávio G. Velho (Sociedade e agricultura); John Lyons (Linguagem e linguística); Bertha Becker (Geopolítica da Amazônia); Roger Garaudy (Liberação da mulher); Peter Fry (Para inglês ver); George Frazer (O ramo de ouro, edição resumida e ilustrada); Jean-Jacques Roubine (A linguagem da encenação teatral); Lacan (O Seminário, Livro 20).

1983

Luiz Paulo Horta (Caderno de música); Vasco Mariz (Heitor Villa-Lobos, compositor brasileiro); Janet Malcolm (Psicanálise, a profissão impossível); cinco volumes de bolso de uma série da BBC sobre compositores clássicos e outros dois volumes de uma série sobre arte da Universidade de Cambridge.

1984

Freud e o inconsciente, de Luiz Alfredo Garcia-Roza; obras de Heinz Kohut, Toynbee, Giddens, Fromm, Galbraith, Dolto; Fundamentos da literatura grega, de Jacqueline de Romilly, e Fundamentos da literatura italiana, de Christian Bec; outros quatro volumes da série da BBC sobre compositores e outros quatro da série de Cambridge sobre arte; Dicionário de música Zahar, um dos últimos títulos dos quase 1.200 publicados pela Zahar Editores (1957-1984). Término da associação com a editora Guanabara Koogan.

 

1985

Fundação, com os filhos Ana Cristina e Jorge Júnior, da nova editora, Jorge Zahar Editor, que lança a partir de julho seus primeiros títulos, dentre os quais: Garotas de programa, de Maria Dulce Gaspar; História das ideias políticas, de Châtelet et al.; dois novos Seminários de Jacques Lacan (Livros 2 e 3); Dialética do Esclarecimento, de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer; O movimento punk na cidade, de Janice Caiafa; biografias de Mozart e Bach; o primeiro dos vários volumes dos Cadernos de Música da Universidade de Cambridge; e a coleção fundadora Brasil: Os Anos de Autoritarismo, que teve nomes de grande expressão nacional como: Paulo Francis, Florestan Fernandes, Maria da Conceição Tavares, Paul Singer, Flora Süssekind, Ignácio Rangel, Hélio Jaguaribe, Sérgio Abranches, Carlos Minc, Yan Michalski, Barbosa Lima, Werneck da Silva, Marcos de Castro, Clóvis Brigagão, Ismail Xavier.

1986

Publicação de vários autores brasileiros: Luiz Felipe Duarte (Da vida nervosa nas classes trabalhadoras urbanas); Eduardo Viveiros de Castro (Araweté: os deuses canibais); Gilberto Velho (Subjetividade e sociedade); e Roque de Barros Laraia (Cultura: um conceito antropológico, um bestseller no catálogo), esses todos na coleção Antropologia Social, dirigida por Gilberto Velho; Garcia-Roza (Acaso e repetição em psicanálise); Antonio Rezende (Curso de filosofia); Antonio José Faro (Pequena história da dança) e Luiz Orlando Carneiro (Obras-primas do jazz); além de várias traduções, entre elas o Kama Sutra, na versão clássica de Sir Richard Burton.

1987

Início de duas coleções de psicanálise: Campo Freudiano no Brasil (dirigida por Judith e Jacques-Alain Miller), com o lançamento de Os complexos familiares, de Lacan, e de Percurso de Lacan, de J.-A. Miller; e a coleção Transmissão da Psicanálise (com direção de Marco Antonio Coutinho Jorge), com livros de Gérard Pommier, Catherine Millot e a Gradiva, de Wilhelm Jensen. Publicação de diversos autores brasileiros, como Hélio Silva, Manoel Mauríciode Albuquerque, Sérgio Abranches, Luiz Paulo Horta (Villa-Lobos) e Maurício Abreu (Evolução urbana do Rio de Janeiro), além de coletâneas sobre temas brasileiros trazendo nomes como Gerd Bornheim, Silviano Santiago, Alfredo Bosi e Paulo Sérgio Duarte; dentre as traduções: História ilustrada da ciência (em 4 vols.); três tomos sobre as civilizações asteca, inca e maia; Beethoven, a biografia definitiva escrita por Maynard Solomon; A arte do ator, de J.-J. Roubine; Dicionário Oxford de literatura; uma coleção de livros policiais chamada O Creme do Crime, com As aventuras de Sherlock Holmes, de Conan Doyle, e Um bando de corvos, de Ruth Rendell.

1988

Entram em cena vários autores que permanecerão no catálogo da casa: Hermano Vianna (O mundo funk carioca), J.-D. Nasio (A criança magnífica da psicanálise) e Marco Antonio Coutinho Jorge (Sexo e discurso); obras de Marcel Detienne, Jean-Pierre Vernant e Nicole Loraux (na requintada coleção de bolso Erudição & Prazer); na psicanálise, mais um volume dos Seminários de Lacan; História da psicanálise na França (2 vols.), de Elisabeth Roudinesco, e um livro de Jean Laplanche e J.-B. Pontalis; nas obras de referência, o Dicionário do pensamento marxista, de T. Bottomore; o Dicionário de linguística e fonética, de David Crystal, e o Dicionário do Renascimento italiano; no cinema, o clássico De Caligari a Hitler, de Siegfried Kracauer, e A anarquia da fantasia, de Rainer W. Fassbinder; na música, O discurso dos sons, do maestro Nikolaus Harnoncourt; A música moderna, de Paul Griffiths, e o Guia do ouvinte de música clássica; uma coletânea sobre escravidão dirigida por Ciro Flamarion Cardoso.

1989

Obras de Alan Macfarlane; Françoise Dolto; Maud Mannoni; o Dicionário de balé e dança, de Antonio J. Faro e Luiz Paulo Sampaio; As principais teorias do cinema, de J. Dudley Andrew; uma coleção em comemoração ao bicentenário da Revolução Francesa com textos de François Furet, Michel Vovelle e outros; a biografia de Rosa Luxemburgo por Elzbieta Ettinger; Um prefácio à teoria democrática, de Robert A. Dahl; início da coleção ilustrada Vidas Literárias.

1990

O processo civilizador (vol.1), de Norbert Elias; Um prefácio à democracia econômica, de R.A. Dahl; Dicionário básico de filosofia, de Hilton Japiassú e Danilo Marcondes; Ilhas de história, de Marshall Sahlins; obras de Garcia-Roza (O mal radical em Freud; Palavra e verdade); de Mário da Gama Kury (Dicionário de mitologia e o início da publicação de nove volumes de tragédias e comédias gregas traduzidas por ele); o Dicionário da Idade Média; Os generais de Hitler, organizado por Correli Barnett; biografias de Sartre, Hemingway e Leonardo da Vinci; no cinema, as obras clássicas de Sergei Eisenstein, A forma do filme e O sentido do filme; O espírito militar, de Celso Castro; os três volumes inaugurais da coleção Letras (dirigida por Marlene de Castro Correia), entre eles Iniciação à fonética e à fonologia, de Dinah Callou e Yonne Leite.

1991

Conceitos da arte moderna, de Nikos Stangos; Anarquia, Estado e utopia, de Robert Nozick; na psicanálise, obras de J.-D. Nasio, Antonio Quinet (As 4+1 condições da análise), Garcia-Roza (Introdução à metapsicologia freudiana, vol.1) e Slavoj Žižek (O mais sublime dos histéricos); na música, o fundamental Kobbé: o livro completo da ópera e Mozart, a importante biografia escrita por Wolfgang Hildesheimer; e também Será que Deus joga dados?, iniciando as obras do matemático Ian Stewart na editora.

1992

Livros de Perry Anderson (O fim da história); Georges Duby (Idade Média na França); dois novos Seminários de Lacan; e o Dicionário judaico de lendas e tradições.

1993

Nós e os outros, de Tzvetan Todorov; o segundo volume de O processo civilizador, de N. Elias; Hitler: um perfil do poder, de Ian Kershaw; títulos de Lacan (Televisão), Garcia-Roza (o segundo volume de Introdução à metapsicologia freudiana) e J.-D. Nasio (5 lições sobre a teoria de Jacques Lacan).

1994

A fabricação do rei, de Peter Burke; A voz e o fenômeno, de Jacques Derrida; Freud, uma biografia ilustrada, de Octave Mannoni; mais dois títulos importantes de Norbert Elias (A sociedade dos indivíduos; Mozart, sociologia de um gênio); e o Dicionário Grove de música, versão resumida dos vinte volumes, organizada por Sir Stanley Sadie, obra de referência na área.

1995

O mistério do samba, de Hermano Vianna; O Seminário, Livro 4, de Lacan; dois títulos de J.-D. Nasio (entre eles uma introdução às obras de Freud, Sándor Ferenczi e outros); o terceiro volume de Introdução à metapsicologia freudiana, de Garcia-Roza; início de duas séries de filosofia, uma delas a coleção Dicionários de Filósofos; Wagner: um compêndio, guia completo da música e da vida do compositor.

1996

O ser e o evento, de Alain Badiou; Matemas, de J.-A. Miller; o Dicionário do pensamento social do século XX, de W. Outhwaite e T. Bottomore; o último volume das traduções do grego de Mário da Gama Kury; a Poética musical em 6 lições, de Igor Stravinsky; e dois outros compêndios musicais, Beethoven e Mozart.

1997

500º título da JZE: Sobre a televisão, de Pierre Bourdieu; obras de J.-A. Miller (Lacan elucidado); Norbert Elias (Os alemães); Alain Badiou (Deleuze); Michel Foucault (Resumo dos cursos do Collège de France); Danilo Marcondes (Iniciação à história da filosofia); Roberto Machado (Zaratustra, tragédia nietzschiana); o Dicionário Oxford de filosofia; além do primeiro Guia de CDs (sobre música clássica, por Luiz Paulo Horta) e de oito volumes iniciais da coleção de bolso Filósofos em 90 Minutos.

1998

Lançamento dos Escritos de Lacan (opus magnum que reúne em cerca de mil páginas a íntegra dos textos escritos entre 1936-66); início da publicação regular dos livros de Zygmunt Bauman com O mal-estar da pósmodernidade e Modernidade e Holocausto; A linguagem da encenação teatral, de J.-J. Roubine; o Dicionário de psicanálise, de E. Roudinesco e Michel Plon; lançamento da série de bolso Cientistas em 90 Minutos.