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Livros para celebrar o Dia da Consciência Negra

20 de Novembro de 2016
  1.  Em certo sentido, vivemos, em pleno século XXI, sob imagens de Palmares forjadas naquela luta por um passado que servisse de arma para libertação no presente. (...) Por outro lado, as desigualdades sociais seculares não se atenuaram, as hierarquias não se enfraqueceram, as estruturas patriarcais e oligárquicas tampouco.


Trecho de Palmares, ontem e hoje, de Pedro Paulo Funari e Aline Vieira de Carvalho


Líder do que viria a ser o maior quilombo da colônia brasileira, Zumbi dos Palmares é um ícone de resistência do Brasil colônia. A data de sua morte, 20 de novembro, é conhecida pelo Brasil como Dia da Consciência Negra, e é um lembrete no calendário de que o país – e o mundo - têm um longo caminho a percorrer quando se fala de igualdade e combate ao racismo.

Nos últimos anos, o debate sobre a necessidade de representatividade vem ganhando força em todo mundo. Que tal celebrar a data com livros sobre grandes personalidades que lutaram contra o preconceito e por uma sociedade mais justa?

Confira as nossas sugestões:

1.       Palmares, ontem e hoje

Disponível exclusivamente em e-book, Palmares, ontem e hoje retoma a história do quilombo, e fala sobre sua estrutura. O livro mostra que, desde a época do quilombo, são os interesses e angústias do presente que determinam as leituras dessa experiência social ainda marcante no imaginário dos brasileiros.

    

2.       Chiquinha Gonzaga

Essencial para a formação da música popular brasileira, Chiquinha Gonzaga era filha de um importante militar com uma negra alforriada. Chiquinha foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, e sua música e estilo de vida livre foram considerados escandalosos. A biografia Chiquinha Gonzaga, de Edinha Diniz, conta a história dessa mulher que redefiniu a música brasileira. O livro está disponível em formato digital.

    

3.       Jimi Hendrix por ele mesmo

Lenda do rock’n’roll e até hoje aclamado como um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Jimi Hendrix foi um dos grandes expoentes da cultura dos anos 1960. Jimi Hendrix por ele mesmo reúne entrevistas, escritos, letras, poemas, diários e até raps improvisados no palco, organizados de modo em que o próprio artista conta a sua história.

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4.       A autobiografia de Martin Luther King

 

Símbolo da luta por igualdade e líder de uma revolução que ecoa até hoje, quase 50 anos depois do seu assassinato, Martin Luther King é uma referência e uma inspiração quando se fala da resistência através da não violência. Em A autobiografia de Martin Luther King, vemos essa figura descrita por ele mesmo, com base em arquivo inédito de textos autobiográficos, incluindo cartas e diários não publicados, assim como filmes e gravações. Organizado pelo historiador, e diretor do Martin Luther King Jr. Research and Education Institute, Clayborne Carson, o livro cria um inesquecível retrato em primeira pessoa do grande líder.

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5.       Mandela, o africano de todas as cores

A brutalidade da segregação racial e de outras formas de preconceito são assuntos delicados, mas que precisam, inevitavelmente, ser abordados junto às crianças. Mandela, o africano de todas as cores fala sobre a resistência de Nelson Mandela contra a política do apartheid na África do Sul. O texto emocionante de Alain Serres e as ilustrações brilhantes de Zaü apresentam de um jeito único essa história inspiradora.

 

6. Martin e Rosa

 Com um texto cativante e belamente ilustrado, Martin e Rosa narra a história de Rosa Parks, que desafia a segregação que os negros sofrem no sul dos Estados Unidos em meados dos anos 1950; e também a história de Martin Luther King que, pregando a não violência, expande o protesto pela igualdade. O livro conta ainda com a seção "Para compreender melhor", em que o leitor encontrará material de pesquisa que inclui: textos, fotos, documentos e um mapa sobre a vida de Martin Luther King e Rosa Parks e a luta pelos direitos civis. 


Bônus: Alexandre Dumas

O romancista Alexandre Dumas, autor dos clássicos O conde de Monte Cristo, Os três mosqueteiros e As aventuras de Robin Hood, era filho do general Thomas-Alexandre Dumas, único homem negro a alcançar a alta hierarquia em um exército na Europa do século XVIII. Apesar de ter sido um sucesso comercial, de crítica e de público por seu inegável talento, a vida de Alexandre Dumas foi marcada por ser um homem negro numa França imperialista que amargava a independência da colônia de Saint-Domingue, atual Haiti. Em 2002, a França reconheceu o racismo que Dumas sofreu em vida, e seus restos mortais foram transferidos para o Panteão de Paris, onde grandes figuras da história francesa estão enterrados ou têm monumentos.

 

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