Zahar

A editora

» Sobre o fundador

Perfil Jorge Zahar

Filho de pai libanês e mãe francesa, Jorge Zahar nasceu a 13 de fevereiro de 1920, em Campos. Em maio de 1940, já no Rio de Janeiro, começou a trabalhar na importação e distribuição de livros, aos quais se dedicaria com paixão daí em diante.

Auto-didata e “self-made man” criou, junto com os irmãos Ernesto e Lucien, a Livraria Ler. Em 1956 fundou a Zahar Editores que, um ano mais tarde, publicava seu primeiro livro — a tradução do Manual de Sociologia, de Rumney e Mayer. Era o início de uma tradição porque Jorge Zahar, além de pioneiro, continuou sendo o maior editor de livros de ciências sociais no Brasil. Há décadas estudantes universitários e intelectuais brasileiros encontram o nome Zahar na capa de livros que lhes servem de instrumentos de trabalho.

Cerca de trinta anos depois, aos 65 anos, fundou a Jorge Zahar Editor, junto com os filhos Jorge Júnior e Ana Cristina. Na nova editora manteve a linha editorial de publicação de ensaios, fortalecendo áreas como a filosofia e a psicanálise e voltando-se também para campos como a música e a história da ciência, além de investir seriamente em obras de referência.

Em cerca de 40 anos dedicados à publicação de livros de qualidade, Zahar enriqueceu as prateleiras nacionais com cerca de 2.000 títulos nos mais diversos campos do conhecimento.

A língua francesa lhe foi transmitida pela mãe, e a cultura francesa — o cinema, a poesia, a cozinha, os vinhos e até mesmo a música — sempre foi sua grande paixão, com que a muitos soube contagiar.

Jorge Zahar morreu na noite de 11 de junho de 1998, no hospital Pró-Cardíaco no Rio de Janeiro, em decorrência de uma endocardite bacteriana. Teve por fiel companheira durante 50 anos sua mulher Ani. Pai de três filhos, Aninha, Cristina e Jorginho, teve duas netas, Mariana e Clarice, e duas bisnetas, Helena e Ana.

>> Conheça A marca do Z, perfil biográfico do editor escrito por Paulo Roberto Pires

>> Visite a Exposição Jorge Zahar

“Se me perguntassem o que falta ao Brasil para ser um grande país, eu diria que uns cinco Jorges resolviam a questão. Mas, para uso próprio, continuaria devoto do modelo original.”
Carlos Heitor Cony